Gravidez

Placenta prévia

Olá, queridos leitores!

Como sabem, estou grávida de 37 semanas e 4 dias do meu segundo filho, o Felipe. Faço o acompanhamento desde que descobri a gravidez e, como de praxe, todas as ultrassonografias para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Às 20 semanas de gestação, o médico identificou no ultrassom a hipótese de uma placenta prévia, que veio se confirmar posteriormente, às 28 semanas.

A placenta prévia, também conhecida como placenta de inserção baixa, é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta, que se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero.

placenta

O problema pode ser identificado em três a seis mulheres entre cada mil grávidas, e os fatores de risco incluem formato anormal do útero, mulheres com idade avançada acima de 35 anos, muitas gestações anteriores, gestações múltiplas (gêmeos, trigêmeos), cicatrizes no revestimento do útero devido histórico de cirurgias como cesáreas ou abortos. Estudos mostram que há um aumento na frequência da patologia entre as grávidas fumantes e que tal aumento está relacionado com o número de anos que a mulher fumou cigarros anteriormente.

O principal sintoma é o sangramento, já que a parte inferior do útero estica na segunda metade da gravidez e a placenta pode se descolar. Apesar de não estar associado a dor, é importante que seja relatado imediatamente ao seu médico o menor sinal de sangramento.

No entanto, nem sempre haverá presença de sangramento e pode ser que a condição só seja descoberta durante as ultrassonografias de rotina, por isso é muito importante que o acompanhamento pré-natal seja realizado de rotina.

Importante ressaltar que o diagnóstico só poderá ser confirmado pelo seu médico com o avanço da gestação, portanto, não se preocupe se, no começo da gestação o ultrassom identificar que a placenta está localizada na parte inferior, pois, com o crescimento do útero, tem grandes chances de que ela se posicione corretamente.

Além disso, importante sempre comunicar ao médico do pronto socorro ou laboratório que é portadora de placenta prévia, pois o exame de toque está contraindicado devido risco de sangramento.

A placenta prévia pode ser dividida em quatro tipos, sendo que os dois primeiros são os mais comuns:

I – a placenta tem inserção baixa no útero, mas o parto normal ainda é possível.
II – o extremo inferior da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero, mas não o fecha, portanto o bebê pode nascer de parto normal.
III – a placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana.
IV – a placenta cobre completamente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana.

Com relação aos cuidados que a mulher deve ter caso a placenta prévia seja diagnosticada, isso irá depender se houve ou não a presença de sangramento e do estágio da gravidez. Se o problema for diagnosticado depois da 20º semana, mas não houver sangramento, a orientação deve ser de evitar o excesso de atividades físicas e o estresse. Se houver hemorragia, a mulher será internada, para que o sangramento seja monitorado. Mesmo que o sangramento seja contido, pode ser que, dependendo da gravidade do caso, os médicos prefiram que a mulher continue no hospital até o nascimento do bebê.

Devido o risco de prematuridade, os obstetras também costumam aplicar injeções de esteróides para ajudar a amadurecer os pulmões do bebê.

A patologia está associada ao risco de acretismo placentário, ou seja, infiltração do tecido placentário na parede uterina, podendo resultar em sangramento intenso no momento do parto, daí a importância de se fazer o diagnóstico precoce.

No meu caso, a placenta está cobrindo totalmente o colo do útero impossibilitando de vez o parto normal, mas eu e o Lipe passamos bem, não tive nenhum sinal de sangramento durante a gestação e o risco de parto prematuro já passou.

Se você teve, tem ou conhece alguém que teve a patologia e tem experiências para compartilhar, deixe aqui sua contribuição nos comentários, ou se você tem dúvidas sobre o assunto.

As informações foram retiradas de fontes confiáveis como Baby Center e Mayo Clinic.

Um super beijo,

Bia

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21 thoughts on “Placenta prévia”

  1. Olá, me chamo Andressa, tenho placenta prévia tipo 3. Descobri com 18 semanas…. Fiz todo o acompanhamento e graças a Deus não tive nenhuma complicação ou sangramento. Hoje estou com 36 semanas aguardando a chegada da minha Laís. Estou fazendo acompanhamento semanal com o meu médico para observar a evolução do bebê e assim marcamos a cesaria qd for melhor para ela, já que o risco de hemorragia caso eu entre em trabalho de parto e grande. Se Deus quiser vai dar tudo certo para todas nós. Bjus

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  2. Nossa, que interessante. Tive algumas complicações na minha gestação da Manoela, no meu caso era a tal bolsa rota. Acabou que perdi muito líquido amniótico e ela precisou nascer de 34 semanas. Mas deu tudo certo! Vai dar tudo certo 😉

    Beijo,

    Claudia
    @AsPasseadeiras

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  3. Super interessante a matéria, eu desconhecia dessa informação. Bom passarmos para frente mais informações para as futuras mamães.

    @nossasaogemeos.

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