Papo Materno

Medo de quê?

Olá queridos leitores!

O assunto de hoje assombra não só as crianças, mas também nós, adultos. Já sabem do que estou falando? Quem pensou em “medo” acertou!

Buu

O medo faz parte da natureza humana. De acordo com o dicionário, medo significa temor, ansiedade irracional ou fundamentada, receio. Trata-se de um estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência.

No caso de bebês e crianças, o medo está presente desde o nascimento, já que o desconhecido traz muitas ameaças e incertezas. Por isso, a criança precisa se sentir amparada quando esse sentimento vem à tona, sendo este, o nosso papel.

Tenho reparado em alguns comportamentos do Victinho ultimamente. Percebi que ele ascende todas as luzes da casa, independentemente de onde esteja no momento. Ele vai ascendendo e eu vou atrás apagando e explicando sobre o desperdício, sustentabilidade e a crise elétrica.

Faz algum tempo também que ele não está querendo dormir sozinho no quarto. Já experimentei deixar o abajur aceso, ou mesmo a televisão por conta da claridade, mas não tem jeito… Ele sempre acaba na minha cama.

E toda vez que pergunto se ele tem medo de algo, ou se aconteceu alguma coisa, ele nega. Já conversei bastante com ele, disse que estou sempre perto e que ele pode me contar qualquer coisa que estarei do lado dele, mas algo o assusta e ele não quer admitir. Por que? Talvez vergonha ou medo de que eu não acredite. Creio que o importante, neste momento, é respeitá-lo. Respeitar o seu tempo, sem usar rótulos como medroso ou coisas do tipo.

Eu já passei por isso quando criança e me lembro perfeitamente que eu não contava para os meus pais o motivo. Muitas vezes eu corria para a cama do meu irmão e, só assim, eu conseguia pegar no sono.

Bom, apesar do Victinho não me contar o que o aflige, mãe é mãe e consegue entender até o que o filho não diz. Converso bastante com ele tentando transmitir segurança e permito que durma na minha cama. Acho que é uma fase e que logo iremos superá-la juntos.

A seguir, compartilho com vocês um trecho de uma matéria da Revista Crescer contendo os temores mais comuns a cada idade e o que podemos fazer para ajudar os pequenos a lidar com eles.

Até 7 meses – Barulhos inesperados e luzes fortes.
– Para ajudar: evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.

De 7 meses a 1 ano e meio –  De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.
– Para ajudar: o pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.

De 1 ano e meio a 3 anos – Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
– Para ajudar: ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.

De 3 a 5 anos –  De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
– Para ajudar: respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.

A partir dos 5 anos –  De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
– Para ajudar: insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.

A partir dos 6 anos –  Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.
– Para ajudar: se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.

Se você já passou por algo parecido com os pequenos, conte aqui como conseguiram superar.

Super beijo

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2 thoughts on “Medo de quê?”

  1. Minha filha tem 6 anos, e passei por algumas dessas situações, inclusive quando me separei da mãe dela foi bem difícil, acho que foi a época em que mais à vi com medo. Mas o diálogo, mesmo quando ela bem menor, sempre ajudou, as vezes a criança pode não entender as palavras e seus significados, mas o tom da nossa voz, nosso olhar, nossos gestos, nosso sentimento pairando no ar, elas entendem, e muito bem.
    Fica tranquila que realmente é uma fase, e logo vai passar, e sei que quando seu filho crescer, você vai sentir falta de toda essa carência e dependência, então tente ajudar, mas também curta esse momento de super indico mãe 😉
    Ótima postagem, uma ótima escolha de tema. Parabéns!
    Abraço!!!

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    1. Imagino que tenha sido difícil Gil. Meus pais se separaram, eu era pequena, mas graças a muita conversa e carinho, consegui superar. Criança precisa de atenção, carinho e muito amor. Converso bastante com ele e não menosprezo seus sentimentos, mesmo que não fale sobre eles. Nós temos o dom de entender até o que eles não falam, né? Com certeza sentirei falta. O tempo passa rápido demais e a gente nem sente. Muito obrigada pelas palavras. Bom ter você por aqui! Feliz dia dos Pais! Super beijo, Bia

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