Papo de Especialista

Os perigos da automedicação

Olá, queridos leitores!

Hoje venho falar sobre um assunto de extrema importância, não apenas para as mamães, mas para toda a família.

Quem nunca recebeu uma indicação de um xarope ao comentar com uma amiga ou vizinha que o filho está com tosse? Ou ainda, quem nunca pensou em comprar o mesmo xarope que o filho tomou da última vez que evoluiu com uma tosse horrível?

automedicação

Administrar um medicamento sem a orientação de um profissional com conhecimento técnico chama-se automedicação e pode ser prejudicial à saúde, tanto de adultos quanto (e, principalmente!) de crianças. Seu uso indiscriminado aponta tal agente como o principal responsável pelas intoxicações registradas no país.

As crianças são as maiores vítimas, pois estão sujeitas a automedicação, a erros de prescrição (tanto por falta de conhecimento, como por ilegibilidade da prescrição) e de administração. Além disso, a falta de pesquisas adequadas para a liberação do consumo de alguns medicamentos em sua faixa etária e a curiosidade natural da idade contribuem para esta realidade.

Por que não praticar a automedicação?

Primeiramente, porque a automedicação pode mascarar alguns sintomas e isto pode dificultar ou retardar o diagnóstico de uma doença. Além disso, muitos medicamentos interagem entre si, podendo potencializar ou anular o efeito do outro, então, se a criança já faz uso de algum medicamento habitualmente, o cuidado deve ser redobrado. Por isso é de extrema importância, quando levar as crianças ao pronto socorro, comunicar o médico sobre os medicamentos de uso prévio.

Quando se trata de crianças, a dose é prescrita de acordo com o peso e, provavelmente, hoje o peso estará diferente quando comparado há 3, 4 meses quando teve aquela tosse horrível e precisou administrar o xarope prescrito pelo médico. Neste caso, a dose administrada seria menor do que a dose realmente necessária. Outro fato importante é que alguns medicamentos apresentam a dose terapêutica (dose necessária para que se tenha o efeito esperado pelo medicamento ) muito próxima da dose tóxica (dose capaz de causar efeitos tóxicos) e, se houver um erro de prescrição ou administração e for administrada uma dose superior à que de fato deveria ter sido administrada, pode haver intoxicação.

E mesmo os chás e medicamentos fitoterápicos ou “naturais” podem oferecer riscos. A grande maioria das pessoas nem imagina, mas podem inclusive interagir com medicamentos alopáticos e resultar em danos à saúde.

Com relação aos antibióticos, estes são vendidos, atualmente, apenas com restrição de receita. Esta ação não foi pensada para dificultar a vida das mamães, pelo contrário, o objetivo é evitar que as bactérias desenvolvam defesas relativas aos agentes antibacterianos, com o consequente aparecimento de resistência. Portanto, caso você tenha em casa uma sobra do frasco de antibiótico que seu filho tomou da outra vez que estava com a garganta infeccionada, nem pense em administrá-lo quando a garganta começar a doer novamente.

Com saúde não se brinca! Por isso, a orientação realizada por um profissional habilitado é o melhor a fazer por você e pela sua família.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas, mas caso persistam, sintam-se a vontade para perguntar aqui. Boa noite! Beijos.

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