Gravidez

Hipotireoidismo e o sonho de se tornar mãe

Para a mulher que está pensado em engravidar, é essencial a realização de alguns exames, o chamado pacote pré-natal, que engloba hemograma, glicemia, tipo sanguíneo e RH. Este cuidado, se realizado antes da gravidez e regularmente durante, colabora com a saúde da mamãe e o bem estar do bebê. No entanto, nem sempre a função da tireoide é solicitada.

tireoide

Tireoide é uma glândula que se localiza na altura do pescoço e produz dois hormônios, o T3 e T4, que regulam o metabolismo, ou seja, a maneira como o corpo usa e armazena energia. Além disso, a tireoide tem papel fundamental na gestação, não apenas favorecendo a fecundação, mas também ajudando a “segurar” o embrião no útero.

O hipotireoidismo (queda desses hormônios) é frequente no sexo feminino, especialmente a sua versão subclínica, onde não há sintomas evidentes e chega a atingir 2 a 5% das mulheres. O problema é que o quadro clínico não é específico e os sintomas podem ser facilmente confundidos com alterações da própria gestação e incluem cansaço, lentidão, ganho de peso, pele e cabelos ressecados e constipação.

A gravidez é um fator de estresse para a tireoide porque a glândula precisa produzir até 50% mais  hormônio para dar conta da mãe e do bebê. Se ela não funciona normalmente, o risco de aborto espontâneo aumenta até três vezes. Além disso, estudos apontam que a probabilidade de parto prematuro aumenta e que o bebê pode nascer pequeno e menos ativo. Também está associado ao aumento do risco de hemorragia pós parto, hipertensão gestacional, anemia e deslocamento de placenta.

A principal causa de hipotireoidismo no mundo é a deficiência de iodo e as necessidades deste aumentam ainda mais durante a gravidez e amamentação. Portanto todas as mulheres devem ter uma ingesta adequada seja na alimentação ou em suplementos vitamínicos.

Por outro lado, a gestante também pode sofrer de uma produção hormonal excessiva (hipertireoidismo),  que provoca sensação de calor excessivo, palpitações, nervosismo e dificuldade de dormir. É uma condição que também  traz risco para a mãe causando hipertensão arterial e problemas cardíacos, aborto e parto prematuro, além de baixo peso ao nascer, para o bebê.

Tratamento

mulher medicamento

Se for constatado uma alteração, a correção poderá ser feita com hormônios. Faz-se necessário o acompanhamento com um endocrinologista para verificar se a dose do medicamento está ou não adequada. Podem ser necessários ajustes de dose.

Nos casos em que o hipotireoidismo é descoberto durante a gestação, a probabilidade de complicações só é grande em mulheres que não receberam tratamento nas primeiras 18 semanas de gestação, já que até esta fase o bebê depende exclusivamente dos hormônios da mãe para seu desenvolvimento.

Evidências apontam que, mesmo quando a mulher descobre a alteração durante a gravidez, o tratamento é capaz de reverter os possíveis prognósticos ruins.

Resolvi abordar este assunto, pois acho que todas devemos conhecer a doença e as complicações, ainda mais para as mulheres que pretendem engravidar. Se apresentam sintomas ou já tiveram cirurgia tireoidiana prévia, história familiar de doença tireoidiana, bócio (aumento da glândula), diabetes tipo 1 ou outras doenças auto imunes, aborto espontâneo prévio ou história de parto prematuro, a função da tireoide deve ser investigada. Comuniquem seu médico.

Então é isso mamães! Se cuidem e qualquer depoimento ou dúvidas, deixem nos comentários! Bjokas

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2 thoughts on “Hipotireoidismo e o sonho de se tornar mãe”

  1. Olá. Estou com 8 semanas de gestação e nos exames de sangue o TSH deu 3,4. Sinto muito cansaço e fraquesa. Começo hoje a tomar Syntroid. Li coisas assustadoras sobre os perigos para mãe e bebê nestes casos. Começando a reposição na 8a semana o risco para mim e o bebê diminuem? Ou deveria ter tomado desde o inicio( mas não sabia)…
    Muito obrigada por qualquer orientação

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    1. Olá Cristina! Apesar do resultado ter dado dentro dos valores de referência, no primeiro trimestre da gravidez o ideal é que o TSH esteja entre 1,5 a 2,5. Mas fique tranquila, pois iniciou o medicamento. Com certeza sim, querida, mas, mesmo tendo iniciado o medicamento, é importante continuar com o acompanhamento médico. E como tem passado?

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