Papo Materno

Dengue: como proteger nossos filhos?

Monica contra a dengue

Vocês devem estar acompanhando nos noticiários que os casos de dengue no município de São Paulo praticamente triplicaram quando comparados ao mesmo período no ano passado. Fato que se deve à crise hídrica que acomete o município, já que as pessoas passaram a armazenar água em suas casas de forma inadequada, além do calor intenso, o que favorece e intensifica a reprodução do mosquito Aedes aegypti.
Falando então em números, nas primeiras seis semanas do ano foram notificados 2.708 casos no município, enquanto que, no mesmo período do ano passado, o número era de 1.440. No Brasil, foram registrados 106.616 casos, contra 46.528, no mesmo período do ano passado.

Mas o que é a dengue?
Trata-se de uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo, o seu principal vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti, e a picada ocorre, principalmente, no período da manhã.
Existem quatro tipos de dengue, pois o vírus causador da dengue possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo, mas imunidade parcial e temporária contra os outros três.

Quais os sintomas da doença?
Os sintomas da dengue clássica iniciam de uma hora para outra e duram entre 5 a 7 dias. Entre eles, estão:

  • Febre alta com início súbito (39° a 40°C)
  • Forte dor de cabeça
  • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos
  • Perda do paladar e apetite
  • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente, no tórax e membros superiores
  • Náuseas e vômitos
  • Tontura
  • Cansaço
  • Moleza e dor no corpo
  • Dores nos ossos e articulações
  • Dor abdominal

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue clássica. No entanto, a febre diminui ou cessa após o terceiro ou quarto dia da doença e surgem hemorragias em função do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Quando acaba a febre começam a surgir os sinais de alerta:

  • Dores abdominais fortes e contínuas
  • Vômitos persistentes
  • Pele pálida, fria e úmida
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengiva
  • Manchas vermelhas na pele
  • Comportamento variando de sonolência à agitação
  • Confusão mental
  • Sede excessiva e boca seca
  • Dificuldade respiratória
  • Queda da pressão arterial.

Existe algum tratamento específico contra dengue?
O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, como da febre, dos vômitos e das dores, além de hidratação abundante. O repouso é imprescindível, assim como beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar medicamentos prescritos pelo médico. Deve-se evitar todo medicamento que possa interferir com os processos de coagulação (como ácido acetilsalicílico) e medicamentos que possam sobrecarregar o fígado (como o paracetamol), uma vez que a doença provoca alterações hepáticas.

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A prevenção é a única arma contra a doença!

Segundo o secretário Paulo Puccini, uma das ações da prefeitura para tentar diminuir o número de casos é a nebulização com inseticida em algumas das regiões mais afetadas. No entanto, não será suficiente se a população não colaborar. Isso não quer dizer que a população não poderá estocar água em casa, mas que todos os recipientes com a mesma devem ser adequadamente tampados. Se identificado larvas, deve-se jogar toda a água fora e lavar o recipiente, pois os ovos podem estar aderidos nas paredes do mesmo.

Como proteger o meu filho da dengue?

Use telas nas janelas e mosquiteiros no berço, para impedir a passagem do mosquito. Lembre-se de usar o acessório também no carrinho, quando for passear com a criança.
Se for usar calça comprida para proteger a pele das crianças, principalmente das menores, que ainda não podem usar repelente, prefira aquelas mais soltas e com tecidos naturais, como o algodão. Assim, seu filho fica protegido, sem sofrer com o calor.
Prefira vestir a criança com roupas claras porque isso facilita a visualização e identificação do mosquito, caso ele se aproxime da criança.

Um adendo ao uso de repelentes:

Os repelentes efetivos incluem produtos que contenham DEET (N-Diethyl-meta-toluamida) e icaridina. Segundo a resolução da Anvisa – RDC nº19 de 10 de abril de 2013, o uso de produtos repelentes que contenham o ingrediente DEET na sua formulação não devem ser utilizados em crianças menores de 2 anos, sendo, somente permitido em crianças de 2 a 12 anos, se a sua concentração não exceder 10% e aplicado, no máximo 3 vezes ao dia. Formulações contendo concentrações superiores a 30% só poderão ser utilizadas por adultos e crianças com idade superior a 12 anos. Formulações com DEET também não são indicados para gestantes.

Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã Bretanha revelou que, após o contato dos mosquitos à substância DEET eles passam a ignorá-la.

Já a substância icaridina é indicada para uso em crianças acima de dois anos de idade e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Portanto, repelentes que contenham icaridina na sua formulação oferecem maior tempo de proteção, sendo de 10 horas, quando aplicado corretamente na pele.

Além disso, segundo a literatura, produtos que contenham perfume e fragrâncias na sua formulação atraem insetos e, por isso, devem ser evitados.

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