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Convivendo com a asma

Asma é uma doença respiratória crônica, que acomete pessoas de todas as idades. Surge como consequência da inflamação dos brônquios, responsáveis por conduzir o ar pelos pulmões até os alvéolos, pela interação de agentes diversos. No paciente com asma, os brônquios possuem uma sensibilidade aumentada.

Esses agentes ou fatores desencadeantes envolvidos no processo podem ser: alérgicos  (como pó, ácaros, fungos e pelo de animais), virais que causam infecção respiratória, irritantes (como fumaça em geral, principalmente de cigarro, poluição e aerossóis), variação climática (exposição ao frio), alteração emocional e exercícios ou esforço físico.

Os sintomas característicos da doença são episódios recorrentes de chiado no peito, tosse seca ou com secreção (catarro), falta de ar e cansaço. A gravidade varia de pessoa para pessoa, por isso é classificada como leve, moderada e grave.

Como descobrimos a doença?

O Victinho, vez ou outra, apresentava tosse e coriza, graças à rinite alérgica. Algumas outras vezes, broncopneumonia. Já estava sendo acompanhado por um alergologista e começamos fazer acompanhamento também com uma pneumologista, que dizia estar tudo bem. Até que, certo dia, Victinho estava com tosse, como das outras vezes. Parecia uma crise alérgica, então começamos com o antialérgico prescrito pelo alergologista. Durante a madrugada, na cama, ele revirava de um lado para o outro e resmungava muito. Ainda com tosse e parecia um pouco cansado.

Fomos então para o Pronto Atendimento, onde a pediatra solicitou alguns exames. Com o raio X em mãos, a pediatra disse que teria que interná-lo, pois suspeitava de pneumonia e, mesmo após uso do broncodilatador Aerolin (que tem como princípio ativo o sulfato de salbutamol, que atua diretamente nos pulmões, relaxando os músculos dos brônquios, e provocando a broncodilatação, resultando em aumento da capacidade respiratória), ainda estava cansadinho e com dificuldade para respirar. Além disso, havia solicitado a avaliação da pneumologista, que passou consulta apenas no dia seguinte. Foi então que soubemos o diagnóstico de fato: uma crise moderada de asma.

B Thy Vi

Desde então, o Victinho faz profilaxia com Flixotide spray (que tem como princípio ativo a fluticasona que apresenta uma ação anti-inflamatória potente reduzindo os sintomas e as crises de asma)  e acompanhamento com a pneumologista, Dra Vanessa. Nunca mais teve uma crise e, essa semana, começamos com o desmame (retirada gradual) do medicamento.

Efeitos colaterais do tratamento

A minha maior preocupação, quando iniciamos a profilaxia com Flixotide, era com relação ao crescimento, se seria afetado pelo corticoide.  O assunto ainda é controverso, mas a literatura reforça que, se usados em baixas doses, não interferem no crescimento das crianças. Procure também a opinião de outros especialistas  (sim, eu procurei mais de uma opinião. Para sem mais honesta, três!) que confirmaram o corticoide como sendo o tratamento mais eficaz e que, além disso, na sua prática, não observam interferência do tratamento no crescimento das crianças. Elas apresentam um desenvolvimento normal como as outras crianças da mesma idade.

Se você conhece alguém com a doença e tem alguma dúvida ou história para compartilhar, deixe seu comentário!

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